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O lixo eletrônico,
incluindo a televisão, é composto por mais de mil tipos de
substâncias, mas existem algumas distinções entre os televisores
mais atuais e os de tubo - que são significativas no que diz
respeito aos impactos ambientais que podem causar e às suas
formas de reciclagem.
TV de tubo
No caso da TV de tubo - ou televisores de CRT (Cathode Ray Tube,
que em português significa Tubo de Raios Catódicos) -, presente
em 61,6% dos lares da população brasileira em 2013, seus
componentes tóxicos são variados e causam inúmeros danos ao
ambiente e aos seres humanos, mas o problema maior é o chumbo
que, por aparelho, pode conter de um a quatro quilos. O chumbo,
se descartado de forma incorreta e contaminar o lençol freático
e o solo, pode causar danos em todos seres que o acumularem em
seu organismo. Em concentrações elevadas no corpo humano por
meio do consumo de alimentos e água contaminados, pode causar a
curto prazo perturbações gastrintestinais, danos hepáticos e
renais, hipertensão e alguns efeitos neurológicos. E, em longo
prazo, pode causar anemia, tremores e paralisia, déficit de
atenção e má formação do feto.
TV de LCD
As TVs mais atuais como a de tela de LCD (Liquid Crystal
Display, que traduzido literalmente é “Tela de Cristal Líquido”)
possuem arsênio no vidro da tela e mercúrio em suas lâmpadas
fluorescentes, que servem para iluminar a tela. O mercúrio, que
em minúscula quantidade já foi usado para tratar machucados
(depois foi proibido), em maiores quantidades presentes na água
destinada ao consumo humano, por exemplo, pode deteriorar o
sistema nervoso, causar perturbações motoras e sensitivas,
tremores e demência. O arsênio, em contato com a pele, vias
respiratórias e digestivas em quantidades significativas, pode
causar intoxicação crônica levando à lesões dérmicas, como hiper
e hipopigmentação, neuropatia periférica, câncer de pele, bexiga
e pulmão, rins e doença vascular periférica. |